O autor Levi Fernandes, que está patrocinando o RPG Ilha dos Desafios, nos deu uma entrevista.

Levi Fernandes, de Ponta Grossa interior do Paraná, radicado em Curitiba, fez da mania de escrever o sonho de um dia publicar. Alguma poesia cometida, alguma prosa ensaiada é a árdua, mas irreversível escalada do sonho.
 
Uma oficina literária ministrada pelo escritor, professor e filólogo Deonísio da Silva, reativam velhos textos ou deflagram novos, mil vezes corrigidos e engavetados. Concursos Literários com poesia, contos e até um romance são estímulo, ainda que as laudas simplesmente desapareçam nos silenciosos e frios “nãos” dos examinadores. Uma ou outra menção honrosa é onde esperança e sonho se agarram a cada naufrágio.
 
Finalmente, brilha um “sim” como um sol acima das linhas de textos que já fugiam longínquas como horizontes, concretizando-se a estreia do escritor.

 Assim, vai a público esta obra sem pretensões a Machado de Assis, na humilde esperança de que o desbaste do machado da crítica seja sempre um novo estímulo.



Confira a entrevista :


  • De onde você tira inspirações para seus poemas e poesias?

   De um pensamento; do cotidiano; de pessoas; de uma foto; de uma paisagem.
   Pensamentos são como a nuvem que passa e se desfaz. Você tem que pegá-la com o
   flash da alma. (Gostou do flash da alma?) A nuvem reflete um raio de sol; forma uma imagem, mas é fugaz. É olhar e pegar.



  •  Como é conseguir ver os sentidos da vida em coisas "aleatórias"?

    Não entendi bem a pergunta, mas posso dizer que coisas aleatórias inspiram debates, formulam perguntas. De repente alguém acende a luz. Consegui responder?




  • Dizem que um poeta costuma sofrer e de seu sofrimento vem sua inspiração, é verdade ?Normalmente é o mesmo motivo? Qual seria ele?


    Não é o meu caso. Sou de bem com a vida. Cada poema que julgo que ficou legal é               uma alegria. Num texto longo há o trabalho de organizar as idéias no papel. Quando organizadas é preciso ver se ao ser lido, será entendido. Engavetar, mas pensar sobre ele. Depois atacá-lo, amansá-lo, conquistá-lo. Quando pronto, decidir que há um momento de parar com correções. Ao final é mais uma alegria.1



  • É difícil para um autor achar uma editora para publicação? Como o processo ocorreu com você?

Difícil porque no Brasil o livro é caro. Caro pra publicar e caro pra comprar. E não é por culpa das editoras. No Brasil impostos além de escorchantes vem em sequência. Ao final todos os custos caem no colo do idiota do consumidor.

    Eu publiquei como autor independente, isto é, paguei para publicar. Editoras precisam recuperar investimentos e não apostam em autores desconhecidos.

    Mesmo pagando tive problemas. A revisora tinha pedido demissão. Demorou até acharem outra. Quando me mandaram as provas para eu conferir, foi uma decepção. A revisora em questão não tinha condições. Corrigiu o que estava correto e pulou erros. Mudou frases sem necessidade, interferindo no pensamento do autor. Não era uma profissional, mas uma curiosa. Fui duas vezes ao Rio de Janeiro debater com a editora o ressarcimento de parte do valor pago pela revisão. E pra não mais demorar, acabei eu mesmo fazendo a revisão. (Valha-me Deus) Por isso peço sempre desculpas aos meus leitores pelas possíveis falhas gramaticais ou concordância. Porém tudo é aprendizado para proceder diferente na próxima vez.




  • Quando tempo demorou para fazer o seu livro? Acha que valeu a pena?

    O tempo é relativo. Às vezes a ideia flutua anos em sua cabeça. Chega um tempo que as personagens querem o parto, querem sair a todo custo. É preciso atendê-los ou te enlouquecem. Há coisas que se escreve e se guarda. É preciso guardar tudo. Um dia os fragmentos de textos brotam se unem como num quebra-cabeça. Nem sempre em cascata como esperamos, mas promissores.
Por exemplo. Há alguns anos escrevi quase uma tese de cem folhas A4 sobre a briga de fronteiras entre portugueses e castelhanos a época do Brasil colônia na segunda metade do século XVIII. História do garimpo do ouro no Mato Grosso. A saga das monções que levavam provisões aos mineradores através de rios traiçoeiros. O pegas com espanhois e com os índios.  Retomei o texto, enfiei um casal de namorados que por circunstâncias se envolvem com a região. Foram raptados cada um por uma tribo de selvagens, e agora estão se virando pra resolver o problema. O problema é fugir e procurar um pelo outro entre os inúmeros perigos do pantanal. Pela minha ainda pouca experiência, estou vendo que quando se escreve sobre história de um país, no caso do Brasil, fatos reais oferecem bons cenários e subsídios para o desenvolvimento da trama.
    Vale a pena sim. Escrever um livro são as pegadas que você deixa no mundo.


  • O que significa o título do livro?
O título tem relação com o comportamento ardiloso das duas personagens femininas mais relevantes.
Também pretendo que o título, com um leve toque de sensualidade, sugestione o leitor, caso de passagem pela prateleira de uma livraria, a se voltar para uma segunda olhada.

  • Defina em três palavras, no máximo, o livro. Quais seriam as palavras que o autor gostaria que o livro dele despertasse em quem o visse?
ORIGINAL
FASCINANTE
SURPREENDENTE

  • Qual o público-alvo do seu livro? (Exemplo: jovens, crianças, mulheres etc)
Jovens e adultos.


  • Você quer passar qual conceito com o livro?

Prefiro que o leitor tire as conclusões. Entretanto, pressuponho a ideia de que o ser humano é susceptível às tentações e que sempre haverá alguém interessado em tirar proveito em benefício próprio.

E aí, o que acharam da entrevista? Já conheciam o autor? Não deixem de comentar.